Ainda que ele seja inevitável para todos nós, a maioria das pessoas não gostam nem de pensar no momento da morte, o que é compreensível. Mas existem muitos outros fatores envolvidos no falecimento, e é preciso tomar uma série de decisões que nem sempre sequer conhecemos até que precisamos passar por isso. Por exemplo, você sabe quais são os processos que ocorrem a partir do momento em que uma pessoa falece, e quanto custa um enterro? No artigo de hoje vamos esclarecer as principais questões relacionadas a esse assunto, mostrando como é fundamental se preparar com antecedência para essa inevitável hora, especialmente em relação aos custos. Acompanhe a leitura! Quais são os processos que ocorrem desde a confirmação da morte Vamos criar um cenário: infelizmente o falecimento de um familiar foi confirmado, e, apesar de toda a dor que esse momento traz, é preciso manter a cabeça no lugar, principalmente se você for uma das pessoas que vai precisar tratar das questões mais burocráticas. Entre os procedimentos que são comuns em nosso país, destacamos os mais recorrentes: A liberação do corpo Caso o falecimento aconteça em um hospital, o processo é simples, sendo necessário apenas um documento assinado pelo médico que atestou a morte. Em outras situações, como por exemplo, falecimento na rua, por acidente ou crime, é necessária a liberação pelo Instituto Médico Legal. A preparação do corpo Apesar de não ser obrigatória na grande maioria dos casos, a preparação do corpo costuma ser uma opção da família, que prefere contratar uma empresa especializada para cuidar da aparência do seu ente querido. Durante esse processo, o corpo é higienizado, vestido e maquiado, a fim de deixar mais bonita a imagem da pessoa que se foi, tornando a despedida um pouco menos pesada. A escolha do caixão Nesse momento tão difícil, ainda é preciso escolher o caixão, e acredite: as opções são inúmeras, bem como os valores. O translado do corpo Assim que o corpo é liberado do hospital ou do IML, ele segue para a preparação e, em seguida, para o local da cerimônia de despedida. Para isso, é preciso contratar um serviço especializado, geralmente se trata de uma empresa funerária que já tem todo o conhecimento necessário para a tarefa e também o carro adequado para um transporte seguro. O aluguel e a decoração da sala do velório Você sabia que, ainda que o velório seja realizado em um cemitério público, é preciso pagar pelo aluguel dos itens utilizados na cerimônia, como os suportes para o caixão e os pedestais para as velas? Os cemitérios particulares normalmente contam com esses espaços para o velório, e é comum também cobrar essas taxas inclusas no serviço completo. E mais, caso a família e os amigos queiram prestar suas homenagens com flores, elas também são pagas à parte. A taxa do cemitério (ou da cremação) Existem muitos casos em que as famílias possuem um jazigo perpétuo em um cemitério particular. Logo, muitas vezes, é preciso pagar apenas pela taxa do sepultamento, além das taxas de manutenção e administração já cobradas normalmente. No caso dos cemitérios públicos, deve ser garantido o enterro gratuito, mas, atualmente, existe o problema da superlotação desses espaços, o que pode trazer um grande desgaste para a família em um momento já tão difícil. A cremação também é uma possibilidade, e a cerimônia tem valores que podem variar de acordo com as escolhas dos familiares. Quanto custa um enterro Certamente, os valores de cada processo de um enterro variam bastante, especialmente em um território tão grande quanto o Brasil. Mas apenas para você ter uma ideia desse custo, vamos apresentar os preços praticados em uma das principais cidades brasileiras, São Paulo: • Preparação do corpo: uma tanatopraxia que conserva o corpo por até 72 horas tem o valor médio de R $800,00. Para um período maior, quando o corpo precisa ser levado para outro país, por exemplo, o custo pode chegar a R$ 1.500,00; • Translado do corpo, já incluso o caixão: cerca de R$ 900,00; • Aluguel e decoração da sala do velório: cerca de R$ 300,00 nas salas públicas; • Sepultamento: cerca de R$ 400,00 nos principais cemitérios paulistas; • Cremação: entre R$ 2.500,00 e R$ 6.500,00; • Taxa de exumação: varia entre R$ 80,00 e R$ 500,00. Como você pode ver, um sepultamento sem luxos na cidade de São Paulo custa, em média, R$ 2.500,00. A importância de contar com um plano funerário Como dissemos no início deste artigo, a morte, tanto a nossa quanto a de nossos familiares, não é algo em que costumamos pensar, mas é preciso sim considerar as opções em vida para abrandar esse momento já tão delicado para as pessoas que ficam. Além dos custos financeiros, que não são poucos, é preciso avaliar quais são os processos percorridos desde o momento da confirmação da morte até o final do sepultamento. E tudo isso acontece em um prazo médio de 48 horas! Por todos esses motivos, contar com o apoio de um plano de assistência funeral é essencial para tornar esse momento um pouco mais fácil, pelo menos em relação aos procedimentos burocráticos e também às finanças. Quando você contrata um plano funerário familiar, por exemplo, sabe que, caso essa hora tão triste chegue, basta fazer um telefonema para encontrar toda uma equipe preparada para ajudar em todas as questões que virão a seguir. Leia mais: Um novo conceito em Assistência Funeral Também vale a pena considerar que, nessas horas, estamos muito frágeis e sem saber exatamente como agir, o que nos torna alvos fáceis de pessoas sem escrúpulos, que querem tirar proveito para lucrar com o sofrimento alheio. Por fim, nunca sabemos como estará a situação financeira da família nesse momento. Apesar de alguns dos serviços citados terem os pagamentos facilitados, a grande maioria exige o pagamento na hora, o que pode ser um desafio tendo em vista a realidade financeira dos brasileiros. Nesse sentido, vale lembrar que o valor de R $2.500,00 equivale a mais de um mês de salário de muitos trabalhadores.